O consórcio em 2026 e o novo momento do mercado
O consórcio em 2026 será um dos temas centrais do mercado financeiro brasileiro. Após um ano recorde, o mercado de consórcios entra em um novo ciclo marcado por crescimento acelerado, avanço da tecnologia e mudanças regulatórias que devem elevar o nível de exigência do setor.
Em 2025, o consórcio se consolidou como uma das principais alternativas ao crédito tradicional no Brasil, impulsionado pelos juros altos, maior busca por planejamento financeiro e expansão dos canais de distribuição. Agora, em 2026, o cenário aponta para um mercado ainda mais competitivo.
Nesta análise, com base nas percepções de Bruno Pinheiro, Founder e CEO da Turn2C, você vai entender as principais tendências do consórcio em 2026, os números que explicam a força do setor, os impactos das novas regras do Banco Central e como a tecnologia, especialmente a Inteligência Artificial, deve transformar a venda e a gestão de consórcios.
Mercado de Consórcios em 2025: um ano recorde
O ano de 2025 foi um marco para o setor, com o consórcio registrando um crescimento exponencial que o colocou em destaque na economia brasileira. Os dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) confirmam a força e a expansão do produto.

Crescimento exponencial e impacto econômico do consórcio
O volume de crédito transacionado atingiu a impressionante marca de R$ 467 bilhões, representando um aumento de +31,9% em relação ao ano anterior. Este crescimento não é apenas um número, mas um reflexo direto da confiança do consumidor e da eficácia do consórcio como instrumento de aquisição.
A adesão em massa também foi notável, com 12,74 milhões de participantes ativos, um crescimento de +13,5%. Além disso, o impacto na economia foi significativo: R$ 112,55 bilhões foram injetados via créditos, demonstrando o poder do consórcio em movimentar a compra de bens e serviços. Em termos de relevância macroeconômica, os ativos do consórcio somam hoje 6,1% do PIB do Brasil.
“Todos os números do mercado de consórcio praticamente cresceram no ano de 2025. Foi um ano recorde de crescimento, com um aumento de praticamente 32% em volume de crédito transacionado.” – Bruno Pinheiro
Por que o consórcio cresceu tanto no Brasil em 2025?
O sucesso do consórcio em 2025 não foi por acaso. Fatores estruturais posicionaram o produto como uma solução financeira indispensável, atendendo a diversas necessidades do consumidor.
Consórcio como alternativa aos juros altos
O cenário de crédito caro e restrito no Brasil, com a taxa Selic mantida em patamares elevados (chegando a 15% no período), impulsionou a busca por alternativas. O consórcio se estabeleceu como uma alternativa inteligente, permitindo a aquisição de bens sem o custo dos juros compostos e a burocracia do crédito tradicional.
“O Brasil continua sendo um país de crédito caro e escasso. O consórcio continuou sendo esse instrumento de impulsionamento à compra de bens e serviços ao longo do ano de 2025.” – Bruno Pinheiro
O consórcio, neste contexto, atende a diversos públicos: o investidor, o poupador que precisa de um instrumento para guardar dinheiro e, principalmente, aquele que busca a aquisição e encontra o crédito tradicional inacessível.
Foco estratégico das instituições financeiras no consórcio
Instituições financeiras que possuem Administradoras de Consórcio (ADM) em seus grupos direcionaram esforços significativos para o produto. O consórcio, por não consumir o Índice de Basileia e gerar receita de serviços, tornou-se uma fonte de renda de baixo risco e alta atratividade em um momento de cautela no mercado de crédito.
Isso levou a um forte investimento em campanhas, canais de distribuição e aumento de equipes, colocando o consórcio em destaque.
Comissões vantajosas e entrada de novos segmentos
A remuneração na distribuição do consórcio continua sendo mais vantajosa em comparação a outros produtos financeiros, como seguros e investimentos. Essa atratividade aumentou a entrada de empresas de diversos segmentos, que passaram a oferecer o consórcio em suas plataformas, ampliando o alcance e a capilaridade do produto.
Tendências do consórcio em 2026
As projeções para o consórcio em 2026 indicam um mercado em plena transformação, com a tecnologia e a regulamentação ditando o ritmo.
Consórcio deve continuar em alta
A percepção é que os juros ainda elevados manterão o consórcio como uma alternativa forte e em crescimento. A busca por planejamento financeiro e aversão ao endividamento com juros altos devem continuar a aumentar a adesão.
Tecnologia e Inteligência Artificial no mercado de consórcios
O mercado enfrentará mudanças estruturais importantes, tanto no âmbito regulatório quanto na adoção de tecnologias avançadas. A tecnologia, como a Inteligência Artificial (IA), será crucial para aprimorar a experiência do cliente e a eficiência operacional das ADMs.
A IA deve atuar na personalização de propostas, na otimização da venda e na análise de dados para a gestão dos grupos, transformando a maneira como o produto é oferecido e administrado.
O novo perfil do vendedor de consórcio
“O vendedor de consórcio vai se tornar um consultor financeiro. Ele vai ter que ter a capacidade de fazer um planejamento financeiro do cliente, entender o momento de vida dele e oferecer o consórcio como uma solução de planejamento.” – Bruno Pinheiro
Essa mudança de perfil, aliada à tecnologia, é uma das tendências mais fortes para 2026, exigindo um profissional mais qualificado e estratégico.
Regulamentação do Consórcio: o que muda com o Banco Central
O ambiente regulatório também está evoluindo. O Banco Central e o Conselho Monetário Nacional vêm atualizando regras que fortalecem a estrutura das instituições financeiras e aumentam a proteção ao consumidor — movimento que atinge, direta ou indiretamente, empresas que operam com consórcios.
Essas mudanças mostram um sistema financeiro caminhando para mais solidez, transparência e controle operacional.
Resolução Conjunta nº 14
A Resolução Conjunta nº 14 trouxe uma mudança importante na forma como o capital mínimo das instituições autorizadas é definido. Em vez de um valor padronizado por tipo de empresa, a exigência passa a considerar o tipo de atividade exercida e o nível de risco da operação.
Na prática, isso significa que empresas com modelos mais complexos ou maior exposição a riscos precisarão manter uma estrutura de capital mais robusta. A lógica é simples: quanto maior o risco da operação, maior deve ser a proteção financeira da instituição.
Resolução Conjunta nº 17/2025
Essa norma tem foco em clareza institucional. Ela estabelece critérios para como empresas autorizadas pelo Banco Central se apresentam ao público.
O objetivo é evitar que nomes, marcas ou comunicações transmitam uma ideia diferente da autorização real da empresa. Em outras palavras, a instituição precisa deixar claro quem ela é, o que pode fazer e sob qual regulação opera.
Para o consumidor de consórcio, isso significa menos confusão, menos risco de promessas indevidas e mais transparência sobre quem está por trás da oferta.
Competição no mercado de consórcios e novos modelos de distribuição
Com a digitalização, a integração entre serviços financeiros e plataformas de consumo e o comportamento de um cliente mais informado estão mudando como o consórcio é oferecido, encontrado e contratado. Nesse cenário, tecnologia, presença digital e qualidade na comunicação deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos para se manter relevante.
Embedded Finance e consórcio em grandes plataformas
A tendência de Finanças Integradas está transformando a distribuição. Grandes aplicativos e varejistas começam a oferecer consórcio diretamente ao cliente em seus ecossistemas, tornando o produto acessível em novos pontos de contato e aumentando a concorrência.
Cliente mais informado e foco em qualidade
O mercado está cada vez mais focado na qualidade da operação e do serviço. Paralelamente, o cliente está mais informado, com aumento da busca ativa por dados e explicações sobre o produto. Isso premia empresas que investem em SEO e tráfego pago com informação clara e transparente.
Turn2C em 2026: Tecnologia para o novo ciclo do consórcio
A Turn2C, como fintech especializada em tecnologia para o mercado de consórcios, acompanha de perto a evolução do setor e se posiciona como suporte estratégico para esse novo momento. Em um cenário marcado por maior exigência regulatória, avanço da Inteligência Artificial e aumento da concorrência na distribuição, a tecnologia passa a ser o principal diferencial para quem quer escalar.
A empresa se prepara para 2026 com foco em fortalecer sua estrutura interna, ampliar a capacidade de inovação e entregar funcionalidades que ajudem administradoras e vendedores a atuarem de forma mais profissional, orientada por dados e alinhada às novas exigências do mercado.
